quarta-feira, 29 de abril de 2009
Vícios
Os vícios me possuíram. Uma água certa hora, um café de vez em quando, um café toda hora, uma boca quando convém. Diversão quando não quero, um beijo quando propício, uma risada com amigos velhos quando convém. Uma ligação quando o mundo entedia, um drama quando necessário, um drama quando desnecessário, um drama quando convém. Um texto quando invejo, uma lágrima quando entristeço, uma mensagem quando carente, uma risada falsa quando convém. Um, dois, cinco cigarros quando dá vontade, um abraço quando avisto, uma tristeza por egoísmo, um afago quando convém.
sábado, 25 de abril de 2009
Morbidez
Parece que a morbidez tomou conta de mim, se infiltrou na minha pele, meu rosto, minha expressão, meu cabelo, minha boca. A sensatez e a sensibilidade que outrora me vinham naturalmente tornou-se forçada; o perfume que tenta disfarçar o cheiro da morbidez que se instalou em meu corpo. Música faz mais sentido agora. As notas me acalmam, me tranquilizam. O que antes era sem sentido, agora tem. Eu consigo controlar meus sentimentos exatamente como eu quiser. Eu virei um computador, uma escrava de mim mesma, obedecendo minhas ordens para sentir o que é mais fácil. Eu descobri o que nunca vou ter - e subitamente eu não tenho mais por que procurar.
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Ansiedade
A ansiedade me persegue e tem um nome próprio, além de científico e popular. Existem mil maneiras de descrevê-la, nomeá-la, esclarecê-la, mas eu vou apenas chamá-la de dado. Minha ansiedade não é algo que me foi oferecido, mas sim imposto, e eu não posso dizer com certeza se é uma maldição ou uma bênção. Me mata por dentro e me dá uma razão de viver. Apaga meu fogo, mas me deixa molhada.
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