quarta-feira, 13 de outubro de 2010

E em casa...

Satânico é meu pensamento a teu respeito, e ardente é o meu desejo de apertar-te em minha mão, numa sede de vingança incontestável pelo que me fizeste ontem. A noite era quente e calma, e eu estava em minha cama, quando, sorrateiramente, te aproximaste. Encostaste o teu corpo sem roupa no meu corpo nu, sem o mínimo pudor! Percebendo minha aparente indiferença,aconchegaste-te a mim e mordeste-me sem escrúpulos.

Até nos mais íntimos lugares. Eu adormeci.

Hoje quando acordei, procurei-te numa ânsia
ardente, mas em vão.

Deixaste em meu corpo e no lençol provas irrefutáveis do que entre nós ocorreu durante a noite.
Esta noite recolho-me mais cedo, para na mesma cama, te esperar. Quando chegares, quero te agarrar com avidez e força. Quero te apertar com todas as forças de minhas mãos. Só descansarei quando vir sair o sangue quente do seu corpo.

Só assim, livrar-me-ei de ti, pernilongo filho da puta!

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Modelo Fordista de produção em massa

Nesses últimos tempos minha vida tem passado bem Fordista.
Começou meio que naquele dia, mas já tava dentro de mim fazia tempos - eu só não agi em cima disso e me arrependi bastante, mas hoje fico feliz por isso. De todos os tombos que levei e tentativas de vingança que me tornaram nesse modelo mecanizado; desses sim me arrependo. Bem, não arrepender na raíz da palavra, porque senão não estaria em tamanha harmonia. Acho que é assim mesmo, aprendendo na marra, levando umas sovas da vida e toda essa parada aí que faz a gente levantar. É meio que nessas que a gente segue, mesmo: produzindo em massa, e, como Ford, não conseguindo baratear o suficiente pra ser acessível a todo o público. Ainda bem, hein!