Vai, cérebro, funciona. Quisera eu ser insana, porque pelo menos esses são felizes. Vivem suas vidas sem perceber o tédio do mundo e como tudo pode ser tão estupidamente monocromático. A minha doença não tem nome. Ela pesa os olhos, derruba os ombros, distorce a expressão, tira aquele
it que todo mundo tem. Porque todo mundo nasce com isso, mas só aparece mais tarde, quando alguma coisa acontece; quando algum agente dispara a doença e ela começa a agir.
Primeiro é devagar, você acha que é cansaço. Depois é mais forte, você culpa os hormônios. No final é insuportável, não dá pra entender, você culpa umas sinapses mal feitas, um parafuso solto, um curto circuito; qualquer coisa. O mais próximo é a insanidade, mas quisera eu ser insana, porque pelo menos esses são felizes.
Essa doença tem um diagnóstico, mas não é físico, hormonal ou mental.