domingo, 21 de março de 2010

Lover I don't have to love

I want a lover I don't have to love
I want a girl who's too sad to give a fuck
Where's the kid with the chemicals?
I thought he said to meet him here, but I'm not sure
I got the money if you've got the time
You said "it feels good"
I said "I'll give it a try"

sábado, 20 de março de 2010

E o ventilador gira...

Deitadinha no meu apartamento novo. Meu. Tem gente na sala conversando, gente no banheiro se vestindo pra sair e álcool na garrafa. Pela janela tem um Rio de Janeiro que eu mal comecei a ver. Lugares e pessoas que eu ainda não conheci. Mas eu ainda tenho algum tempo. Por hoje, eu só deito, penso e sorrio de lado pra quem fizer um requerimento adiantado. O Rio de Janeiro ferve lá fora, mas por hoje minha mente permanece na saudade de casa, mãe e utensílios domésticos. Por hoje é só chão vazio, colchão inflável e copo descartável. Mas só por hoje.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Nós somos muito legais

Entre um copo e outro, olhar de quem entende. Apesar do final de semana ter passado quase invisível por detrás de toda a fumaça e turvo pela embriaguez, só quem é muito maneiro entende a poesia do álcool. Arde, desce rápido e queima. Viva a vodka; Camões dos babacas. Viva o rum; Vinícius dos esquecidos. Viva a cachaça, querida aguardente que não abandona. Não é um soneto, nem uma poesia propriamente dita, mas representa a epopéia da gente; os otários. Só quem já foi sacaneado entende que álcool rima com tudo que você quiser. Mas a gente não sofre tanto, não. No fundo, no fundo, a gente gosta, porque só a gente faz ser otário sinônimo de ser legal.
E tenho dito.