E tenho dito.
segunda-feira, 15 de março de 2010
Nós somos muito legais
Entre um copo e outro, olhar de quem entende. Apesar do final de semana ter passado quase invisível por detrás de toda a fumaça e turvo pela embriaguez, só quem é muito maneiro entende a poesia do álcool. Arde, desce rápido e queima. Viva a vodka; Camões dos babacas. Viva o rum; Vinícius dos esquecidos. Viva a cachaça, querida aguardente que não abandona. Não é um soneto, nem uma poesia propriamente dita, mas representa a epopéia da gente; os otários. Só quem já foi sacaneado entende que álcool rima com tudo que você quiser. Mas a gente não sofre tanto, não. No fundo, no fundo, a gente gosta, porque só a gente faz ser otário sinônimo de ser legal.
