Se houvesse como apagar memórias da minha vida, não sei se apagaria você ou se apagaria aquela noite. Não se magoe com minha honestidade; é dor momentânea de memória de elefante. Cabeça dura, que mexe e remexe o que já estava morto. Você tenta criar um novo, eu sei. Eu vejo. É bonito, o que você criou. É alegre. Mas não é o que já morreu. Tem a mesma aparência, o mesmo cheiro, o mesmo gosto... mas não é igual. E é por isso que eu mexo e remexo: porque o de antes era tão perfeito, mas você deixou cair no chão.
Mas não se magoe, meu amor. Dê uma caminhada depois do bom acontecer. Diferente às vezes é melhor.
Ninguém nunca vai te amar como eu te amo.