sexta-feira, 8 de maio de 2009

Eu e a folha de papel

A inspiração está pulsando em mim e eu não consigo achar uma via de escape, então resolvi postar aqui. Escuto Audioslave no computador enquanto rabisco minha ânsia para fora, descarregando tudo numa folha de papel inocente. Pauso e fico olhando para minha parede, observando com curiosidade o jeito como Lily Allen, Audrey Hepburn, Rita Hayworth, Marilyn Monroe, Jane Russell, Humphrey Bogart, Julie Andrews, Che Guevara e Ingrid Bergman olham de volta para mim com os pensamentos ocultos. Tem gosto de cigarro na minha boca e desejo de café na minha alma. Penso em todas as músicas que significam algo para mim e como eu gostaria de ter alguma aptidão musical para poder tocá-las; saber que aquelas notas estão ali por minha causa. Então percebo que todos que citei até agora fizeram sua parte na história e na arte e que mesmo se eu soubesse cantar um quarto das músicas que me emocionam, elas ainda perteceriam a outras pessoas. O mundo inteiro está se movendo e eu estou parada. Eu e, bem, a folha de papel.