Abro os olhos. A voz doce pertence a um trovador sem uma perna. A risada pertencia à uma criança de lábios leporinos. Me desespero. O cão que latia foi atropelado pelo caminhoneiro que gritava seu alô e distraía-se na estrada. Viro-me com olhos de aflição e quem havia me cutucado era meu anjo.
-Sorte está nos olhos de quem vê.
Recoloco a venda e me isolo na conotação de não enxergar.
