sábado, 30 de maio de 2009
Quando o telefone toca
Engoli minhas mágoas, ofereci uma mão. Ignorei a pontada no peito, o sonho que me esperava do outro lado do cabo telefônico, o desejo. Esqueci minhas preocupações sem motivo, minha dor infundável e meu desejo de afundar. Vesti minha melhor luva amiga, uma capa marrom e pulei no meu cavalo azul pra salvar minha tartaruga de barriga pro sol. Ninguém ri do destino quando o telefone toca, ninguém ri de uma lágrima sem sentir uma empatia disfarçada de graça.
